Sumário do artigo
Quase todo chamado de emergência em chiller cai em um destes cinco quadros. A diferença entre resolver em duas horas e voltar na semana seguinte está na ordem de verificação.
1. Desarme por alta pressão
Verifique nesta ordem: condensador (sujeira, incrustação) → torre de resfriamento ou ventiladores → vazão de água de condensação → presença de ar/não-condensáveis → sensor e pressostato.
Se a pressão de alta sobe junto com o approach, é troca térmica. Se sobe com approach normal, suspeite de não-condensáveis ou de excesso de carga de refrigerante.
2. Desarme por baixa pressão
Verifique nesta ordem: vazão de água gelada (filtro Y, bomba, válvulas) → carga de refrigerante e vazamentos → filtro secador obstruído (queda de temperatura no corpo do filtro) → válvula de expansão → sensor.
Erro clássico: completar gás sem procurar vazamento. Em seis meses a máquina volta pior, agora com umidade e ácido no circuito.
3. Falha de fluxo
Fluxostato é o dispositivo que mais gera chamado falso — mas nunca deve ser "jumpeado". Cheque bomba, ar preso na tubulação, filtro Y, válvula fechada por engano e a própria palheta do fluxostato. Operar sem fluxo congela o evaporador e pode romper feixe: prejuízo de dezenas de milhares de reais.
4. Alarme de óleo
Nível baixo, diferencial insuficiente, filtro saturado, bomba de óleo, aquecedor de cárter desligado ou óleo diluído por refrigerante em partida a frio. Alarme repetido de óleo é motivo para análise laboratorial imediata — costuma ser o primeiro sinal de que o overhaul está próximo.
5. Chiller ligado, sem alarme, mas o ambiente não gela
Aqui a máquina não é culpada em metade dos casos. Verifique:
- Delta-T da água gelada baixo (< 3,5 °C): vazão excessiva ou bypass aberto no circuito de fan coils.
- Válvulas de duas vias travadas abertas.
- Fan coils com serpentina suja ou filtro saturado.
- Setpoint e sequenciamento mal configurados.
- Carga térmica real acima do projeto (ocupação, TI, envidraçamento).
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Falar no WhatsApp agoraTabela rápida
| Sintoma | Primeira suspeita | Confirmação |
|---|---|---|
| Alta pressão | Condensador sujo | Approach > 2,5 °C |
| Baixa pressão | Falta de vazão de água | Delta-T alto com pouca capacidade |
| Ciclagem curta | Volume de água insuficiente | Partidas/hora acima do limite |
| Consumo subindo | Incrustação | kW/TR fora do histórico |
| Ruído pulsante | Surge (centrífugo) | Oscilação rítmica de corrente |
Quando parar a máquina imediatamente
Ruído metálico interno, vibração súbita, vazamento de óleo visível, congelamento no evaporador ou alarme de baixa pressão de óleo. Insistir em religar transforma reparo em overhaul.
Perguntas frequentes
Por que o chiller desarma por alta pressão?
Na maioria dos casos por troca térmica deficiente no condensador: serpentina ou tubos sujos, torre de resfriamento com capacidade reduzida, vazão de água baixa ou presença de ar no circuito. Confirma-se medindo o approach do condensador.
O chiller está ligado mas o ambiente não gela. O problema é a máquina?
Frequentemente não. Delta-T baixo, bypass hidráulico aberto, válvulas travadas e fan coils com serpentina suja produzem exatamente esse sintoma com o chiller funcionando dentro dos parâmetros. Meça vazão e delta-T antes de intervir no circuito frigorígeno.
Posso desativar o fluxostato para a máquina ligar?
Não. Operar sem fluxo comprovado congela o evaporador e pode romper tubos, o que transforma um chamado simples em substituição de feixe. O fluxostato deve ser testado e, se defeituoso, substituído.
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